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APRESENTAÇÃO

Iniciamos aqui nossa primeira etapa do mini-curso On-Line de PHP. Esperamos que todos gostem e venham obter o máximo de conhecimento possível através deste material.

Em caso de dúvidas, envie as mesmas para o sistema de Perguntas e Respostas do Mabesi.com.

DOS DIREITOS AUTORAIS

Este material é o resultado de diversas fontes de pesquisa na internet e conhecimentos próprios, porém durante a pesquisa e montagem não me lembrei de colocar as fontes de pesquisa e autores de determinadas partes da apostila, portanto, caso alguém veja conteúdo próprio neste material e não teve seu nome citado favor informar em meu e-mail citado acima qual o conteúdo de sua autoria pois estarei providenciando os méritos neste material.

Esta apostila é de uso didático sem fins lucrativos, fazendo parte do projeto de inclusão digital da 4P Soluções. A mesma pode ser distribuída gratuitamente desde que sejam mantidos sua integridade de conteúdo.

Montagem e adaptação: Eudson Fonseca

Colaboração: Josué Camelo dos Santos


PROGRAMAÇÃO EM PHP

Introdução à Programação em PHP

PHP é uma das linguagens do lado do servidor (os scripts em PHP sã executados diretamente no servidor hospedeiro, diferentemente do JavaScript que roda direto no browser do cliente) mais utilizadas da Web. Nascida em 1994 trata-se de uma linguagem de criação relativamente crescente que teve uma grande aceitação pela comunidade de Webmasters, sobretudo pela potência e simplicidade que a caracterizam.

PHP permite-nos embeber os seus pequenos fragmentos de código dentro da página HTML e realizar determinadas tarefas de uma forma fácil e eficaz sem ter de implementar programas programados na íntegra numa linguagem diferente de HTML. Por outro lado, é aqui que reside o seu maior interesse relativamente às outras linguagens pensadas para os CGI, o PHP oferece inúmeras funções para a exploração de bases de dados de um modo fácil, sem complicações.

Poderíamos efetuar a comparação de dizer que PHP e ASP são linguagens parecidas em quanto à potência e dificuldade se bem que a síntese pode diferir sensivelmente. Algumas diferenças principais podem, mesmo assim, mencionar-se:

  • PHP, ainda que multiplataforma, foi desenhado inicialmente para sistemas UNIX e é neste sistema operativo que se pode aproveitar melhor as suas prestações. ASP, sendo uma tecnologia Microsoft, está orientado para sistemas Windows.
  • O ASP realiza numerosas tarefas servindo-se de componentes (objetos) que devem ser comprados (ou programados) pelo servidor a determinadas empresas especializadas. PHP têm uma filosofia totalmente diferente e, com um espírito mais generoso, é construído progressivamente por colaboradores desinteressados que implementam novas funções em novas versões da linguagem.

Este manual está destinado a todos os que quiserem começar do zero na aprendizagem desta linguagem e que estejam à procura da sua utilização direta no seu projeto de Site ou no seu Site HTML. Os capítulos são extremamente simples, sem ser simplistas, procurando ser acessíveis à maioria. Eles podem ser complementados posteriormente com outros artigos de maior nível, destinados à gente mais experiente.

A forma como relatamos este manual faz com que este seja acessível a qualquer pessoa não familiarizada com a programação. Mesmo assim, é possível que em determinadas alturas alguém que nunca tenha programado se veja um pouco desorientado. O nosso conselho é de não querer perceber tudo antes de passar ao capítulo seguinte, mas sim de tentar assimilar alguns conceitos e voltar a trás quando surgir uma dúvida ou nos tenhamos esquecido de algum detalhe. Nunca faz mal ler várias vezes o mesmo até que fique bem gravado e assimilado.

Esperamos que este manual seja do vosso agrado e que se corresponda às nossas expectativas: O poder aproximar o PHP a todos os amantes do desenvolvimento de Web que querem dar o passo às Webs ¨profissionais¨.

Breve História do PHP

PHP é uma linguagem criada por uma grande comunidade de pessoas. O sistema foi desenvolvido originalmente no ano 1994 por Rasmus Lerdorf como um CGI escrito em C que permitia a interpretação de um número limitado de comandos. O sistema foi denominado Personal Home Page Tools e adquiriu um relativo êxito pelo que outras pessoas pediram a Rasmus que lhes permitisse utilizar os seus programas nas suas próprias paginas. Devido à aceitação do primeiro PHP e de maneira adicional, o seu criador desenhou um sistema para processar formulários ao qual deu o nome de FI (Form Interpreter) e o conjunto destas duas ferramentas, seria a primeira versão compacta da linguagem: PHP/FI.

A seguinte grande contribuição à linguagem foi realizada a meados de 97 quando se voltou a programar o analisador sintático. Acrescentaram-se novas funcionalidades como o suporte de novos protocolos de Internet e o suporte da grande maioria de bases de dados comerciais.

Todos estes melhoramentos constituíram a base do PHP versão 3. A versão atual de PHP é a versão 5, que utiliza o motor Zend, desenvolvido com maior meditação para cobrir as necessidades atuais e solucionar alguns inconvenientes da versão anterior. Alguns melhoramentos desta nova versão são a sua rapidez, pois agora primeiro compila-se e depois executa-se, quando antes se executava ao mesmo tempo que se interpretava o código. Outra qualidade é a sua independência do servidor Web, criando versões de PHP nativas para mais plataformas, e também um API mais elaborado e com mais funções.

Neste último ano, o número de servidores que utilizam PHP aumentou, conseguindo situar-se perto dos 5 milhões de Sites e 800.000 endereços IP, o que converteu PHP numa tecnologia popular.

Isto deve-se, entre outras razões, ao fato de PHP ser o complemento ideal para que o Linux-Apache seja compatível com a programação do lado do servidor de sítios Web. Devido à aceitação que conseguiu, e o grande esforço realizado por uma crescente comunidade de colaboradores para tentar conseguir uma implementação ótima, podemos assegurar que a linguagem irá converte-se num standard que compartilhará os êxitos augurados ao conjunto dos sistemas desenvolvidos em código aberto.

 


 

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Tarefas Principais do PHP

 Pouco a pouco o PHP vai-se convertendo numa linguagem que nos permite fazer de tudo. Num princípio desenhado para realizar pouco mais do que um contador e um livro de visitas, PHP experimentou em pouco tempo uma verdadeira revolução e, a partir das suas funções, neste momento pode realizar-se um grande número de tarefas úteis para o desenvolvimento Web:

Funções de correio eletrônico

Podemos com uma facilidade assombrosa enviar um e-mail a uma pessoa ou lista parametrizado toda uma série de aspectos tais como o e-mail de procedência, assunto, pessoa a responder...

Outras funções menos freqüentes, mas de indiscutível utilidade para a gestão de correios eletrônicos são incluídas na sua livraria.

Gestão de bases de dados

Torna-se complicado criar um Site atual, potente e rico em conteúdo que não é gerido por uma base de dados. A linguagem PHP oferece interfaces para o acesso à maioria das bases de dados comerciais e por ODBC a todas as bases de dados possíveis em sistemas Microsoft, a partir das quais poderemos editar o conteúdo do nosso Site com uma simplicidade absoluta.

Gestão de Arquivos

Criar, apagar, mover, modificar... qualquer tipo de operação mais ou menos razoável de que nos possamos lembrar pode ser realizada a partir de uma ampla livraria de funções para a gestão de Arquivos PHP. Também podemos transferir Arquivos por FTP a partir de comandos no nosso código, protocolo para o qual PHP previu também grande quantidade de funções.

Tratamento de Imagens

Evidentemente é muito mais simples utilizar Photoshop para o tratamento de uma imagem mas... e se temos de tratar montes de imagens enviadas pelos nossos cibernautas?

A verdade é que pode ser chato uniformizar em tamanho e em formato várias imagens recebidas todos os dias. Tudo isto pode ser automatizado eficazmente a través de PHP.

Também pode parece útil criar botões dinâmicos, isto é, botões em que utilizamos o mesmo design e só mudamos o texto. Poderemos por exemplo criar um botão fazendo uma única chamada a uma função em que introduzimos um estilo do botão e o texto a introduzir obtendo automaticamente o botão desejado.

A partir da livraria de funções gráficas podemos fazer isto e muito mais.

Muitas outras funções pensadas para a Internet (tratamento de cookies, acessos restringidos, comercio eletrônico...) ou para propósito geral (funções matemáticas, exploração de cadeias, de datas, correção ortográfica, compressão de Arquivos...) são realizadas por esta linguagem. A esta imensa livraria só resta agregar todas as funções pessoais que vamos criando por necessidades próprias e que logo são reutilizadas noutros Sites e todas aquelas trocadas e obtidas em foros e Sites especializados.

Como vemos, as possibilidades que nos oferece são surpreendentes. Só é necessário um pouco de vontade de aprender e um pouco de paciência nos nossos primeiros passos. O resultado pode ser muito satisfatório.



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Instalação do PHP no Nosso Servidor

Como todas as linguagem do lado do servidor, PHP requer uma instalação de um servidor no nosso PC para poder trabalhar em local. Este modo de trabalho torna-se mais pratico do que colocar os Arquivos por FTP no servidor e executá-los a partir da Internet.

Desta maneira, antes de começar a criar os nossos programas em PHP é necessário:

Transformar o nosso computador num servidor. Isto faz-se instalando um dos vários servidores disponíveis para o sistema operativo da nossa máquina.

Introduzir no nosso servidor os Arquivos que lhe permitem a compreensão do PHP. Estes Arquivos podem ser obtidos, na sua versão mais atual, na página oficial do PHP.

Para ficar a conhecer a forma de instalar PHP sobre cada servidor de cada sistema operativo podemos ir ao apartado de documentação da página oficial de PHP onde podemos consultar um manual em HTML de rápida consulta e um enorme manual em PDF de quase 1000 páginas que explica de minuciosamente entre outras coisas, os passos a seguir para cada caso particular. De qualquer forma, nós vamos oferecer algumas ajudas para configurar PHP nos sistemas mais comuns. A eleição do nosso programa servidor terá muito que ver com o sistema operativo que tenhas a funcionar no teu computador. Estas seriam algumas possibilidades de sistemas operativos e soluções que funcionam bem.

Instalação do PHP e Apache no Windows XP

Como vimos anteriormente o PHP é uma linguagem que roda direto no servidor, portanto, para que possamos estudar os recursos desta poderá linguagem precisamos de um servidor WEB que pode ser um servidor profissional ou então seu próprio computador, que é a maneira que estaremos estudando, ou seja, seu computador se tornará um servidor WEB, não para uso profissional, mas para fins de desenvolvimento e aprendizado.

Veja o tutorial completo para instalação do Apache + PHP + MySQL + PHPMyadmin:

www.kaizeninformatica.com/index.php?mod=dicas1

 

Uso do PHPeditor

Para a edição de nossos arquivos em PHP recomendamos o uso de um software gratuito, o PHPeditor que é muito eficiente na programação.

Clique no link abaixo para download do mesmo:

www.phpgratis.com.br/editores/php-editor-gratis

 

Introdução à Sintaxe PHP

PHP escreve-se dentro da própria página Web, junto ao código HTML e como para qualquer outro tipo de linguagem incluído num código HTML, em PHP necessitamos de especificar quais são as partes constituintes do código escritas nesta linguagem. Isto faz-se, como em outros casos, delimitando o nosso código por etiquetas (também chamadas de tags).

Podemos utilizar diversos modelos de etiquetas em função das nossas preferências e costumes. Há que ter em conta que não necessariamente todas estão configuradas inicialmente e que outras só estão disponíveis a partir de uma determinada versão (3.0.4).

A maneira de abrir e fechar as etiquetas são:

<?           ?>
<?php        ?>
<script language="php"     >

Este último modo está principalmente aconselhado a todos aqueles que tenham a coragem de trabalhar com o Front Page, pois usando qualquer outra etiqueta corremos o risco que a aplicação no-la apague sem mais nem menos pois trata-se de um código incompreensível para ela.

O modo de funcionamento de uma página PHP, a grandes rasgos, não difere do clássico de uma página dinâmica do lado do servidor: O servidor vai reconhecer a extensão correspondente a página PHP (phtml, php, php4,...) e antes de enviá-la ao navegador vai encarregar-se de interpretar e executar tudo aquilo que se encontre entre as etiquetas correspondentes a linguagem PHP. O resto, vai enviá-lo tal qual, posto que assumirá que se trata de código HTML absolutamente compreensível para o navegador.

Outra característica geral dos scipts em PHP é a forma na qual se separam umas sentenças das outras. Para faze-lo, temos de acabar cada sentença com um ponto e virgula ";". Para a ultima sentença, a que vai mesmo antes do etiqueta de fecho, não seria necessário.

Incluímos também neste capitulo a sintaxe de comentários. Um comentário, para aqueles que não o saibam, é uma frase ou palavra que nós incluímos no código para compreende-lo mais facilmente ao voltar a lê-lo um tempo mais tarde e por suposto, o computador tem de ignorar pois não vai dirigido a ele, se não a nós mesmos. Os comentários tem uma grande utilidade pois é muito fácil esquecer-se do funcionamento se um script programado faz algum tempo sendo muito útil se queremos fazer rapidamente compreensível o nosso código a outra pessoa.

Pois bem, a forma de incluir estes comentários varia conforme o tamanho do comentário, isto é se queres escrever uma linha ou mais. Vejamos um primeiro exemplo de script em PHP.

Na pasta raiz crie um arquivo chamado comentario.php e insira o seguinte conteúdo no mesmo.

<HTML>
  <HEAD>
    <TITLE>SCRIPT EM PHP</TITLE>
  </HEAD>
<BODY>

<?
  $mensagem="Meu primeiro script em PHP"; //Comentário de uma linha
  echo $mensagem; #Este comentario também é de uma linha

  /*Neste caso
  o meu comentário ocupa
  varias linhas, estás a ver? */
?>

</BODY>
</HTML>

Logo depois de inserir o código usando o PHPeditor, o mesmo estará semelhante ao mostrado abaixo:

 PHPeditor


Veja o resultado abrindo seu browser e digitando o seguinte endereço:

http://localhost/comentario.php

Observe bem o código e guarde os padrões, sempre que for iniciar um novo arquivo, clique em arquivo > novo no PHPeditor que o mesmo inicia os padrões HTML automaticamente, pois a partir de agora passaremos somente o código PHP.

Se usarmos dupla barra (//) ou o símbolo # podemos introduzir comentários de uma linha. Mediante /* e */ criamos comentários multilinha. Claro que, nada nos impede de usar os últimos com uma só linha.

Não te preocupes se não compreendes o texto contido nas etiquetas, tudo chegará. Adiantamos que as variáveis em PHP definem-se antepondo um símbolo de dólar ($).

Exemplos de variaveis em PHP: $nome, $valor, $total...

A instrução echo serve para sacar pelo ecrã o que está escrito a continuação, ou seja, ela escreve algo na tela, no nosso exemplo foi escrito o conteúdo armazenado na variável $mensagem.

Lembramos que todo o texto introduzido em forma de comentário é completamente ignorado pelo servidor. É importante acostumar-se a deixar comentários, pois com o tempo, você pode precisar fazer correções no código e nesses momentos os comentários são muito úteis.



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Variáveis em PHP


A variável é uma parte que fica reservada para armazenamento de informações que variam (mudam constantemente) durante a execução do script. Vamos imaginar uma página de cadastro de clientes, você abre esta página e tem um campo nome, com certeza nesta páginas serão cadastrados vários clientes cada um com seu nome, é aí que entra o papel da variável. Podemos, portanto, criar uma variável chamada $nome que irá armazenar os nomes digitados.


Em PHP, as variáveis são definidas inserindo o símbolo dólar ($) antes do nome da variável que estamos a definir.

O tipo da variável irá depender do tipo de informação que a mesma irá armazenar.

Variáveis numéricas: São as que armazenam números.

    Inteiros: São variáveis que armazenam números sem casas decimais:
    $inteiro= 2007;

    Real: São variáveis que armazenam números com casas decimais:
    $real= 3,14159;

Variáveis alfanuméricas: São as que armazenam textos compostos de letras e números.

Este tipo de variável armazena tudo em forma de texto (strings), ou seja, “5”, por exemplo, é o número cinco e não um valor numérico 5.

    $mensagem= “Texto ou número qualquer aqui”;

Existem diversos outros tipos de variáveis, porém iremos nos reter só as numéricas e alfanuméricas por enquanto, já que para início iremos trabalhar mais só com estes dois tipos.

Para quem deseja se aprofundar mais nos tipos de variaveis em PHP, vale dar uma parada por aqui e dar uma olhadinha no manual do PHP na sessão de variáveis.

Diferente das outras linguagens, o PHP tem uma grande flexibilidade a hora de operar com variáveis. De fato, quando definimos uma variável dando-lhe um valor, o computador atribui-lhe um tipo. Por exemplo, se definirmos uma variável entre aspas, a variável será considerada de tipo string (de caracteres):

$variavel= "5"; //isto é uma string
$variavel= 5; //isto é um número

Não devemos preocupar-nos com nada, pois o PHP encarrega-se durante a execução de interpretar o tipo de variável necessário para o bom funcionamento do programa, ou seja, não é necessário informar ao PHP que aquela variável que você declarou é do tipo numérica ou alfanumérica, pois o PHP já entende isso observando o valor dado à variável, ou seja, se a variável está entre aspas (" ") ele já sabe que esta é uma variável alfanumérica, se não ele já sabe que a variável é do tipo numérica.

Mesmo assim, em contraste, temos de ter cuidado para não mudar maiúsculas por minúsculas, pois neste sentido, PHP é sensível, ou seja, para o PHP Kaizen – kaizen – KAIZEN são valores diferentes. Convém pois trabalhar sempre em maiúsculas ou sempre em minúsculas para evitar este tipo de mal-entendidos às vezes muito difíceis de localizar.

Variáveis de Sistema em PHP

Dada a sua natureza de linguagem do lado do servidor, PHP é capaz de nos dar acesso a toda uma série de variáveis para que o cliente envie ou receba dados do servidor. A informação destas variáveis é atribuída pelo servidor e em nenhum caso nos é possível modificar os seus valores diretamente mediante o script. Para fazê-lo é necessário influir sobre a propriedade que definem.

Existem várias variáveis deste tipo, algumas sem utilidade aparente e outras realmente interessantes e com uma aplicação direita para o nosso Site. Aqui enumeramos algumas destas variáveis e a informação que nos oferecem:

Variável  Descrição
$HTTP_USER_AGENT Informa-nos principalmente sobre o sistema operativo e tipo e versão do navegador utilizado pelo cibernauta. A sua principal utilidade radica em que, a partir desta informação, podemos redirecionar os nossos usuários a páginas otimizadas para o seu navegador ou realizar qualquer outro tipo de ação no contexto de um navegador determinado. 
$HTTP_ACCEPT_LANGUAGE Retorna-nos a ou as abreviações da língua considerada como principal pelo navegador. Esta língua ou línguas principais podem ser escolhidas no menu de opções do navegador. Esta variável torna-se também extremamente útil para enviar o cibernauta às páginas na sua língua, se é que existem.
$HTTP_REFERER Indica-nos a URL com a qual o cibernauta teve acesso a página. Muito interessante para gerar botões de "atrás" dinâmicos ou para criar os nossos próprios sistemas estatísticos.
$PHP_SELF Retorna-nos uma cadeia com a URL do script que está a ser executado. Muito interessante para criar botões para recarregar a página.
$HTTP_GET_VARS Trata-se de um array que armazena os nomes e os conteúdos das variáveis enviadas ao script por URL ou por formulários GET.
$HTTP_POST_VARS Trata-se de um array que armazena os nomes e os conteúdos das variáveis enviadas ao script por meio de um formulário POST.
$HTTP_COOKIES_VARS Trata-se de um array que armazena os nomes o os conteúdos das cookies. Veremos o que são mais tarde.
$PHP_AUTH_USER  Armazena a variável usuário quando se efetua a entrada a páginas de acesso restringido. Combinado com $PHP_AUTH_PW é ideal para controlar o acesso às páginas internas do Site.
$PHP_AUTH_PW Armazena a variável password quando se efetua a entrada a páginas de acesso restringido. Combinado com $PHP_AUTH_USER é ideal para controlar o acesso às páginas internas do Site.
$REMOTE_ADDR Mostra o endereço IP do visitante.
$DOCUMENT_ROOT Retorna-nos o path físico no qual se encontra alojada a página no servidor.
$PHPSESSID Guarda o identificador da sessão do usuário. Veremos mais à frente o que são as sessões. 


Nem todas as variáveis estão disponíveis na totalidade dos servidores ou em determinadas versões dum mesmo servidor. Ademais, algumas delas tem de ser previamente ativadas ou definidas por meio de algum evento. Assim, por exemplo, a variável $HTTP_REFERER não está definida a menos que o cibernauta aceda ao script a partir de um link desde outra página.



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Variáveis Superglobais 

A partir do PHP 4.1.0, dispõem-se de um conjunto de variáveis de tipo array que mantêm informação do sistema, chamadas superglobais porque se definem automaticamente num âmbito global.

 

Estas variáveis fazem referência ás mesmas que se acediam antes por meio dos arrays do tipo $HTTP_*_VARS. Estas ainda existem, ainda que a partir de PHP 5.0.0 podem-se desativar com a diretiva register_long_arrays.

A lista destas variáveis, extraída diretamente da documentação de PHP é a seguinte:

$GLOBALS

Contem uma referência a cada variável disponível no espectro das variáveis do script. As chaves desta matriz são os nomes das variáveis globais. $GLOBALS existe desde PHP 3.

$_SERVER

Variáveis definidas pelo servidor Web ou diretamente relacionadas com o entorno onde se está a executar.Análoga a antiga matriz $HTTP_SERVER_VARS (a qual ainda está disponível, ainda que não se utilize).

$_GET

Variáveis proporcionadas ao script por meio de HTTP GET. Análoga a antiga matriz $HTTP_GET_VARS (que ainda está disponível, ainda que não se utilize).

$_POST

Variáveis proporcionadas ao script por meio de HTTP POST. Análoga a antiga matriz $HTTP_POST_VARS (que ainda está disponível, ainda que não se utilize).

$_COOKIE

Variáveis proporcionadas ao script por meio de HTTP cookies. Análoga a antiga matriz $HTTP_COOKIE_VARS (que ainda está disponível, ainda que não se utilize).

$_FILES

Variáveis proporcionadas ao script por meio da subida de Arquivos via HTTP. Análoga a antiga matriz $HTTP_POST_FILES (que ainda está disponível, ainda que não se utilize).

$_ENV

Variáveis proporcionadas ao script por meio do entorno. Análoga a antiga matriz $HTTP_ENV_VARS (que ainda está disponível, ainda que não se utilize).

$_REQUEST

Variáveis proporcionadas ao script por meio de qualquer mecanismo de entrada do usuário e portanto não se pode confiar nelas. A presença e a ordem em que aparecem as variáveis nesta matriz são definidas pela diretiva de configuração variables_order. Esta matriz não tem um análogo em versões anteriores a PHP 4.1.0. Veja também import_request_variables().

$_SESSION

Variáveis registradas na sessão do script. Análoga a antiga matriz $HTTP_SESSION_VARS (que ainda está disponível, ainda que não se utilize).



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Tabelas ou Arrays em PHP

Um tipo de variável que pode ser relativamente complicado de assimilar em relação à maioria, são os arrays. Um array é uma variável que está formada de vários elementos, cada um deles catalogado dentro dele mesmo por meio de uma chave.

<?
$sentido[1]="ver";
$sentido[2]="tocar";
$sentido[3]="ouvir";
$sentido[4]="gosto";
$sentido[5]="cheirar";
?>

 

Este array é como se imaginássemos uma tabela na horizontal com cinco quadros e cada quadro fosse uma posição, veja:

array $sentido de 5 posições

[1] [2] [3] [4] [5]
ver tocar ouvir gosto cheirar

 

Neste caso este array cataloga os seus elementos, normalmente chamados valores, por número. Os números do 1 ao 5 são por conseguinte chaves e os sentidos são os valores associados, ou seja, temos um array de 5 posições chamado de $sentido, portanto, a posição [1] recebe a string “ver”, a posição [2] recebe a string “tocar”, a posição [3] recebe a string “ouvir”, a posição [4] recebe a string “gosto ” e a posição [5] recebe a string “cheirar”.

Nada nos impede de utilizar nomes (strings) para classificá-los. A única coisa que temos de fazer é colocá-los entre aspas, no exemplo abaixo, temos um array chamado $moeda de três posições, onde cada posição informa um país, e nesta posição é armazenada a moeda deste país:

<?
$moeda["espanha"]="Peseta";
$moeda["Portugal"]="Escudo";
$moeda["usa"]="Dolar";
?>

array $moeda de 3 posições

["espanha"] ["Portugal"] ["usa"]
"Peseta" "Escudo" "Dolar"


Outra forma de definir identicamente este mesmo array e que nos pode ajudar na criação de arrays mais complexos é a seguinte sentença.

<?
$moeda=array("espanha"=> "Peseta", "portugal" => "Escudo", "usa" => "Dolar");
?>

De início não nos interessa aprofundar em arrays, pois o uso do mesmo é um pouco complexo para aqueles que estão iniciando com o PHP, porém guarde bem os conceitos dados até agora, pois iremos usá-los posteriormente.



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Cadeias de Caracteres (strings)


Uma das variáveis mais frequentes as que teremos que fazer frente na maioria dos nossos scripts são as cadeias, ou então as chamadas “strings”, que não são mais que informação de carácteres não numérico (textos, por exemplo).

Para atribuir a uma variável um conteúdo deste tipo, escrevemo-lo entre aspas dando lugar a declarações deste tipo:

$cadeia= "Esta é a informação da minha variável";

Se queremos ver no browser o valor de uma variável ou uma mensagem qualquer usaremos o comando echo como já dissemos anteriormente:

echo $cadeia; //Mostra no browser o texto informado na variável cadeia

echo " Esta é a informação da minha variável "; //daria o mesmo resultado

Podemos concatenar várias cadeias pondo um ponto entre elas, vamos a mais um exemplo prático.

Crie um novo arquivo no PHPeditor chamado cadeias.php e insira o seguinte conteúdo no espaço do código PHP.

<?
$cadeia1= "Cão";
$cadeia2= " morde";
$cadeia3= $cadeia1.$cadeia2;
echo $cadeia3 //O resultado é: "Cão morde"
?>

Salve o arquivo, abra o browser e digite o seguinte endereço:

http://localhost/cadeias.php

No browser você verá:

Cão morde

Neste exemplo temos três variáveis:

$cadeia1 recebe a string Cão
$cadeia2 recebe a string morde
$cadeia3 recebe o valor de $cadeia1 e junta com o valor de $cadeia2

Logo depois temos a função echo exibindo o conteúdo da variável $cadeia3.

Também podemos introduzir variáveis dentro da nossa cadeia o qual nos pode ajudar muito a desenvolver os nossos scripts. O que veremos não é o nome, mas sim o valor da variável. 

<?
$a=55;
$mensagem="Tenho $a anos";
echo $mensagem //O resultado é: "Tenho 55 anos"
?>


Uso de Caracteres Específicos em Strings

Existem momentos em que necessitamos de usar caracteres especiais nas stings, por exemplo, desejo escrever no browser: O celular custa R$ 200,00. Pode-se observar que nessa string temos um caractere especial que é o $.
Pois bem, pra colocar este e outros caracteres utilizados pela linguagem dentro de cadeias e não confundi-las, temos que escrever uma contra barra (\) a frente, veja:

\$ = Insere o caractere reservado $ na string
\” = Insere o caractere reservado “ na string
\\ = Insere o caractere reservado \ na string
\8/2 = Escreve 8/2 e não 4 na string

Também existem outras utilidades de esta contra barra que nos permitem introduzir no nosso documento HTML determinados eventos, por exemplo: 

\t = Insere tabulação na string
\n = Muda de linha
\r = Salto de linha

Estas mudanças de linha e tabulações têm unicamente efeito no código e no texto executado pelo navegador. Noutras palavras, se queremos que o nosso texto seja executado e no meio da execução mude de linha de linha temos de introduzir um echo "" e não echo"\n" pois este ultimo só muda de linha no arquivo HTML criado ao enviar ao navegador quando a página seja executada no servidor. A diferença entre estes dois elementos pode ser facilmente compreendida observando o código fonte produzido ao executar o script:

    <?
    echo "Olá, \n continuo na mesma linha executada mas não no código fonte.<br>Agora mudo de linha executada mas continuo na mesma no código fonte.";
    ?>




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Exercício 1

Vamos a um exemplo simples porém didático pra treinarmos o que aprendemos até agora. Abra o PHPeditor e crie um novo arquivo e salve-o como exercicio1.php e na parte de PHP insira o seguinte código:

<?
//Anuncio
echo "Minha primeira página tabajara!";
echo "<br>";

//Informativo
//Data
$datahoje = date("d") . '-' . date("m") . '-' . date("Y");
echo "Hoje, dia '$datahoje' estamos inaugurando nossa primeira página tabajara!";
echo "<br>";

//Boas vindas com o IP
echo "Você está concectado ao nosso sistema através do seguinte IP:";
echo $_SERVER['REMOTE_ADDR'];
echo "<br>";

//Calculadora tabajara
//Variaveis
$num1= 5;
$num2= 10;
echo "Veja as funcionalidades de nossa mega power, bower, seilaoquewer calculadora tabajara!";
echo "<br>";

echo "Com apenas dois números: '$num1' e '$num2' ela é capaz de fazer:";
$soma= $num1+$num2;
$subtrai= $num1-$num2;
$divide= $num2/$num1;
$multiplica= $num1*$num2;
  
echo "Somar: '$soma' <br>";
echo "Subtrair: $subtrai <br>";
echo "Dividir: $divide <br>";
echo "Multiplicar: $multiplica <br>";

echo "Isto é uma revolução,<br>Tecnologia,<br>Inovação,Isto é TABAJARA!";
?>

Salve este arquivo e abra seu browser digitando o seguinte endereço:

http://localhost/exercicio1.php

Neste primeiro exercício vimos muitas coisas das quais estudamos anteriormente, de início criamos um anúncio, informando uma data. Esta data é a retirada do servidor, o PHP usa a função date para capturar a hora local do servidor, portanto se o servidor (que neste caso é seu próprio computador), estiver com a data errada, no browser, consequentemente a data também estará errada.

Logo depois usamos a variavel &_SERVER para adquirirmos o seu IP, e por fim realizamos algumas operações matemáticas com dois números armazenados em variáveis diferentes, treinamos também o uso da função echo junto com recursos HTML <br> para saltar as linhas.

Para memorizar bem o que foi aprendido faça modificações gerais neste script salve e atuaize seu browser para visualizar o resultado das alterações e treine bastante, pois o conteúdo apresentado até agora será essencial para um bom aprendizado até o final de nossos estudos.

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